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5º Cinecamp se destaca pelo número recorde de inscrições

Com 24 vídeos, entre filmes e documentários, o festival se fixa de forma emblemática no calendário do município e ganha destaque pelo pioneirismo.

Uma recepção onde protagonistas históricos do cinema e da TV são os organizadores. Foi, literalmente, vestindo personagens marcantes, que os alunos dos três anos do Ensino Médio se apresentaram para o público, formado por adolescentes e comunidade, na abertura do 5º Cinecamp.

No palco, os anfitriões, alunos do Colégio da Urcamp de Sant´ana do Livramentop, se revezando no protocolo, que mesclou teatro, acrobacias, comédia e muita interação com o público, através do grupo de Artes Circenses Marcucos, de Montenegro, região central do estado.

A apresentação contou com uma encenação da série espanhola “La Casa de Papel”. Em seguida foram exibidos dois filmes não concorrentes.

A programação do festival, essencialmente, ficou para o segundo dia, onde forma exibidos os filmes concorrentes. Uma mostra de trabalhos produzidos por estudantes dos Colégios da Urcamp de Dom Pedrito, Alegrete, Livramento e do Colégio Concórdia, da capital do estado.

O festival é realizado através de parcerias da Urcamp com empresas e apoiadores locais. Este ano, foram cerca de 12 empresas patrocinadoras, e outras 15 como apio, o que demonstra a credibilidade alcançada em cinco edições.

A idealizadora do Cinecamp, professora de Artes Dionéia de Macedo, diz que o evento tem um papel educacional importante na formação dos alunos. “A gente consegue sair das paredes da sala de aula e convidar a comunidade a aceitar o trabalho estudantil e valorizar um evento que é feito e pensado para adolescentes. Eles fazem parte, eles se sentem importantes e eles aprendem na prática”, explica.

Aprendizado que tem a constatação de quem faz o festival, os próprios alunos. Gente como Amanda Silveira, aluna do 3º ano, que além de se envolver na organização, também concorreu com um curta. “A gente vê a união de outras escolas da rede da Urcamp. É muito legal. A gente está vendo que a cada ano o Cinecamp evolui”.

Maria Eduarda Diogo, também do 3º ano, destaca o caráter “além fronteiras” do festival. “Aqui temos pessoas de Dom Pedrito, de Alegrete, recebemos filmes de Porto Alegre e também três filmes uruguaios, o que torno nosso Festival oficialmente binacional”.

Os curtas recebem as mais variadas abordagens. Os temas deste ano se mesclaram entre questões sociais, inclusão, violência doméstica, prevenção, diversidade, além da releitura de alguns clássicos da literatura.

A diretora do Colégio da Urcamp, Suzana Lopes, reforça que este tipo de abordagem pedagógica, é uma referência nova proposta de ensino adotada este ano pela Urcamp, a Graduação i. “Metodologias ativas é isso aí. É o aluno fazer, é o aluno aprender através da arte, através do cinema. Eles trabalham na escola e fora da escola. Os pais, a família se envolvem”, justifica.

O Cineasta bajeense Zeca Brito participou da premiação como Diretor do Instituto Estadual de Cinema RS e disse que o festival pode servir de modelo. “A Urcamp está apontando uma luz para esses estudantes todos, e a gente fica feliz, como estado, de estar aqui conhecendo o projeto para poder levar essa expertise para os outros municípios”.

Além do aspecto artístico e cultural, o 5º Cinecamp tem um perfil comunitário. O ingresso este ano era um quilo de alimento não perecível. As doações serão entregues a Instituições sociais de Sant´ana do Livramento.

Os curtas premiados esse ano foram:

Prêmio Especial do Júri para Criatividade/ Tema inédito: Colégio da Urcamp Dom Pedrito, com o filme “Calling back”;

Prêmio Especial do Júri Tema Relevante : Ifsul, com o filme “Diário de minorias”;

Prêmio Especial do Júri/Trilha Sonora: Colégio da Urcamp Livramento, para o filme “70’s”;

Prêmio do Júri Popular: Colégio da Urcamp Livramento, com o fime “Sala 414”;

Troféu Melhor Ator: Lucas Tors, filme “Hominum”, do Colégio Santa Teresa de Jesus;

Troféu Melhor Atriz: Fernanda Serpa, filme “Hominum”, do Colégio Santa Teresa de Jesus;

Prêmio Melhor Roteiro Adaptado: Colégio da Urcamp Alegrete, com o filme “O Guarani”;

Troféu Melhor Roteiro: Diário de Minorias;

Troféu Melhor Arte: -Filme “Contos Gauchescos, do Colégio Santa Teresa de Jesus;

Troféu Melhor Documentário: Ifsul, com o filme “Diário de minorias”;

Troféu Melhor Filme do Festival: Filme Hominum, do Colégio Santa Teresa de Jesus.