Projeto de mineração de ouro em Lavras do Sul divulga perspectiva de R$2 bilhões em renda anual e 800 empregos diretos
A Reitoria da Urcamp recebeu na manhã desta segunda-feira, 14, os representantes de uma frente regional criada para sensibilizar instituições de ensino, poderes públicos e agentes da iniciativa privada sobre as novas perspectivas econômicas que a mineração em Lavras do Sul pode trazer para o Rio Grande do Sul. O diretor-geral/country manager, Paulo Serpa, e o coordenador de Assuntos Institucionais, Nilson Dorneles, executivos da Lavras do Sul Mineração, acompanhados do ex-prefeito da cidade, Sávio Johnston Prestes, defenderam a extração mineral responsável e a conscientização socioambiental como fundamentos da proposta que apresentam.
Na avaliação da equipe, o incentivo à mineração sustentável é a chave para gerar tributos estimados em R$2,7 bilhões durante os dez primeiros anos de atuação e reverter cenários de estagnação econômica na Metade Sul do estado. O projeto também reivindica a flexibilização da legislação da área intitulada como faixa de fronteira, que atinge aproximadamente 60% do território gaúcho, preponderantemente as regiões da Campanha e Fronteira Oeste, a fim de readequar as atuais restrições aos investimentos internacionais na mineração. A proposta descrita ao reitor da Urcamp, professor Guilherme Cassão Marques Bragança, corresponde ao momento de retomada na mineração de ouro em Lavras do Sul, município gaúcho conhecido historicamente como a "Pepita do Rio Grande".
A história da extração do metal na região começou no final do século XVIII e alcançou seu ápice entre 1865 e 1940. O foco atual está no desenvolvimento do Projeto LDS (Lavras do Sul), liderado pela corporação canadense Lavras Gold Corp. por meio de sua subsidiária local, a Lavras do Sul Mineração Ltda. De acordo com os executivos, o projeto controla um complexo mineral de aproximadamente 22 mil hectares na região e as prospecções apontam recursos estimados em cerca de 1 milhão de onças de ouro distribuídos em mais de 26 alvos mapeados, projetando um investimento de cerca de US$ 250 milhões para viabilizar a estrutura produtiva.
A meta da companhia é atingir uma produção anual de 100 mil onças de ouro (equivalente a pouco mais de 3.100 quilos), o que deve gerar uma renda de US$440 milhões (equivalente a R$2,3 bilhões) a cada ano. A construção da infraestrutura da mina tem previsão de conclusão ainda para o ano de 2028, o que garantiria as primeiras operações comerciais em 2029. Contando atualmente com 100 profissionais já contratados, a estimativa é de que, em plena operação, o empreendimento ofereça pelo menos 800 empregos diretos.
Os Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental têm prazo de finalização até até outubro de 2026. Enquanto isso, a empresa já opera com base em projetos comunitários e ações voltadas à preservação do meio ambiente com atenção voltada ao Bioma Pampa e com estratégias de convivência harmoniosa com outros modelos econômicos, como o agropastoril.
Acompanhado da presidente da Fundação Attila Taborda, professora doutora Mônica Palomino de los Santos, e da pró-reitora de Inovação, Pós-graduação, Pesquisa e Extensão, professora doutora Paula Lemos da Silveira, Bragança avaliou que as regiões economicamente deprimidas devem ter sempre uma atenção especial para as perspectivas de desenvolvimento e renda. “Avaliar projetos que propõem dados que alteram a realidade econômica do estado é fundamental para evitar a estagnação econômica, desde que elaborados e aplicados de maneira socialmente consequente e ambientalmente responsável”, analisa.