Palestra aborda características de detecção de Covid-19

Organizada por acadêmicas dos cursos de Farmácia e Biomedicina da Urcamp, aconteceu, na noite de ontem, a palestra “COVID-19: como as bactérias e as vacinas podem contribuir para a proteção?”, ministrada pelo professor Rafael Oliveira dos Reis.
O objetivo do projeto desenvolvido pelas acadêmicas Gabriela Leal, Stefany Idalgo, Gabriela Albuquerque e Isadora Baggio Gomes era tirar dúvidas de estudantes e professores através de uma explanação sobre a interpretação e funcionamento dos testes de detecção do vírus.
Responsável pela palestra, Reis é egresso da Urcamp, especializado em Hematologia Laboratorial, mestre e doutor em Biologia Celular e Molecular Aplicado à Saúde pela Universidade Luterana do Brasil. Com experiência em Farmácia e Bioquímica com ênfase em Hematologia, Imunologia, Biologia Molecular e Microbiologia, tem pesquisas na área de biologia molecular na área de doenças infeciosas virais e bacterianas.
Reis abriu a palestra explicando a escala de evolução de conhecimento dos cientistas relacionados ao vírus e, em um segundo momento, descreveu quais são os principais tipos de exames de detecção do covid disponíveis atualmente, qual a credibilidade de cada um e como funciona a aplicação dos testes para cada tipo de caso.
O farmacêutico, que atualmente é o supervisor técnico do laboratório do Hospital Universitário, mantido pela Urcamp, explicou que a confiabilidade dos testes depende não apenas do local onde é realizado ou se o teste é validado por órgãos de controle (o que pode ser conferido no site testecovid.org), mas, principalmente, a aplicação do teste adequado para o momento de contaminação. Contudo, apontou que o PCR ainda é o teste com maior sensibilidade em relação à detecção do vírus atualmente.
Mais acurado entre os testes, o PCR constata a presença do material genético do Sars-Cov-2 na amostra do paciente. Por isso, o ideal é que seja feito na primeira semana de sintomas, de preferência não ultrapassando o 12º dia.
Já a sorologia não detecta o vírus, mas sim a presença de anticorpos, identificando quem já teve contato com o vírus ou teve a doença. A amostra de sangue deve ser coletada entre sete e dez dias do aparecimento dos sintomas.
Nos testes rápidos, os chamados “testes de farmácia”, a amostra é obtida por meio de uma incisão no dedo e colocada num kit, com indicação visual do resultado. Contudo, a confiabilidade do resultado varia muito, podendo apresentar alta taxa de falso negativo.
Hospital Universitário na vanguarda
Neste quesito, vale ressaltar que o Hospital Universitário realiza exames PCR através do Qiaquant, equipamento de biologia molecular que permite realizar teste em uma escala maior de testagem através do método convencional de PCR, com capacidade de testagem de até 200 pessoas por vez. O equipamento participa do Programa Nacional do Controle de Qualidade, realizado pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas.
Para quem tiver dúvidas sobre qual método de detecção escolher, a live ficará salva no canal da Urcamp, no Youtube.