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Reitora Lia Quintana inaugura exposição da Pedra da Lua

O único fragmento do satélite natural da Terra catalogado em solo brasileiro está exposto no Museu Dom Diogo de Souza, mantido pela Fundação Attila Taborda (Fat/Urcamp). A mostra foi aberta no final de semana e conta com o apoio da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (3ª Bda C Mec), através de general Carlos Augusto Ramires. A reitora da Urcamp e presidente da Fat, Lia Quintana, participou da solenidade de abertura.
O museu Dom Diogo de Souza foi ambientado com fotos e ilustrações, objetos e revistas do ano de 1969. Na entrada, estão em exposição os memoriais “Dos pássaros às máquinas de voar”, que apresenta desde os desenhos mais antigos até o primeiro pouso do homem na Lua. Também, segundo uma das gestoras dos museus mantidos pela Fat/Urcamp, Carmen Barros (Lula), por meio da mostra “1969: ano que tudo aconteceu?”, são destacadas três linhas: Bagé, Brasil e mundo, com os fatos mais importantes ocorridos há 50 anos.
Para a reitora, é sempre importante poder vivenciar a história. Ela lembra que a população sempre fala que “Bagé tinha isso, Bagé tinha aquilo”, mas afirmou: “Bagé tem a Pedra da Lua!”. Lia também relembrou de alguns objetos da infância, como a eletrola, que toca discos de vinil em plena era tecnológica. A reitora enfatizou, ainda, que quando o homem pisou na Lua, tinha apenas nove anos. “Foi à noite e as televisões eram pequenas e transmitiam em preto e branco”, recorda.
Para a pró-reitora de ensino, Virgínia Dreux, a exposição dos 50 anos do primeiro pouso realizado pelo programa Apollo na Lua tem uma questão educativa, que é o papel da Urcamp. Ela salienta que, hoje, a instituição usufrui do museu para estudo e pesquisa dos alunos.
A mostra, denominada “50 degraus te levam até a Lua”, está aberta para visitação de terça a sexta-feira, das 8h30min às 11h30min, e das 14h às 18h. No sábado e no domingo, pode ser visitada das 14h às 18h.

Artefato único
A sala onde está a pedra foi ambientada e conta com a segurança do Exército. O artefato está acomodado em uma pequena esfera de acrílico, em um retábulo de madeira identificado com a Bandeira do Brasil, que integrou a missão lunar. 
A pedra, de aparência esponjosa, pesa 1,1 grama e mede pouco menos de um centímetro. A amostra rara (uma entre as 135 que foram distribuídas pelo mundo) é uma prova física da última expedição tripulada, realizada pela NASA (Agência Especial dos Estados Unidos).
O fragmento coletado pela Apollo 17, em dezembro de 1972, é mantido pela instituição desde a década de 1970, quando foi entregue para o historiador Tarcísio Taborda. A peça ficou exposta até 1999, quando uma pedra semelhante, obtida ilegalmente, em Honduras, na América Central, despertou o interesse de colecionadores. Desde então, a localização da amostra confiada à Fat/Urcamp é secreta.