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Projeto da Educação Física, dentro da Graduação I da Urcamp, incentiva a inserção de artes marciais no Ensino Médio

A ideia do projeto, foi incorporada por três alunos, dentro do Projeto Integrador da Graduação i, orientado pela professora Camila Machado, e logo começou a ser desenvolvido em escolas de Hulha Negra e Aceguá. O Muay Thai, entra como uma nova proposta a ser desenvolvida dentro da Educação Física.

Se analisarmos uma aula em que o professor trabalha apenas os quatro esportes coletivos, (voleibol, basquetebol, futebol e handebol), sob a ótica de uma Educação Física que visa à reflexão do aluno sobre si e sobre a sociedade em que está inserido, logo perceberemos o quão pobre se torna a experiência sobre o corpo nessas aulas. Nesse sentido, três alunos do curso de Educação Física, do Campus Bagé, experimentaram uma nova modalidade para ser implantada dentro do Projeto Integrador da Graduação i. A proposta desenvolvida, visa implementar o Muay Thai, enquanto arte marcial, em escolas públicas do Ensino Médio. O projeto, com duração de três meses, foi desenvolvido com o auxílio do professor voluntário de Muay Thai, Tiago Ferreira Cuadros Ribas, em duas escolas da rede pública: Barão de Aceguá, em Aceguá, e Escola Manoel Lucas, em Hulha Negra. 

Os cerca de 40 alunos do terceiro ano, tiveram três encontros nas suas escolas, com aulas gratuitas sobre o esporte tailandês, que conta com o uso combinado de punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés. Dessa forma, está associado a uma boa preparação física, que o torna uma luta de contato bastante eficiente no desenvolvimento corporal, além da disciplina e da defesa pessoal.

O último encontro, no desfecho do projeto, aconteceu dentro das dependências da Urcamp, onde os estudantes dessas escolas puderam conhecer a Instituição e realizar um aulão de Muay Thai, nas salas de lutas do curso de Educação Física. Eduarda Carrion, é uma das acadêmicas promotoras do projeto. Ela migrou do antigo currículo para a Graduação I e contou que a experiência tem sido enriquecedora. “A gente está tendo um conhecimento a mais, só que com a prática. O projeto está nos ajudando, inclusive, nos referenciais para pesquisas para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além de nos dar o contato com o mercado de trabalho”, explica.

O aluno do terceiro ano, da Escola Estadual Manoel Lucas, de Hulha Negra, diz que o projeto ampliou os horizontes da turma sobre a graduação. “Está sendo muito bom, porque aqui a gente já consegue ter um olhar diferente do que é a Educação Física, referente às artes marciais”.

O professor voluntário, que atua como mentor, tem uma carreira sólida dentro do Muay Thai. Tiago Esquilo, como é conhecido no meio, foi campeão Sulbrasileiro em 2011, Campeão Gaúcho em 2015, 2016 e 2018. Para ele, a experiência de levar a arte marcial às escolas é uma oportunidade de difundir ainda mais a arte. “O Muay Thai é minha vida, já desenvolvo um trabalho social chamado Lutar para Crescer, pra galera de baixa renda que não teria acesso ao esporte. Então é um prazer estar aqui participando dessa iniciativa, uma forma a mais de disseminar o esporte e a prática da arte marcial”, justifica.

Para o curso de Educação Física, abre-se mais um leque de opção, é o que revela a professora orientadora, Camila Machado. “A proposta desvincula a luta da agressividade e surge como mais uma possibilidade de se trabalhar a Educação Física nas escolas”.



texto e fotos: Chrystian Ribeiro - Jornalista/Ascom